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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Gestão e Organização da Sala de Aula

Maria de Fátima Carneiro Machado
Coordenadora da Equipa de apoios Educativos de Caldas das Taipas

O ser humano é um ser em desenvolvimento, numa permanente inter-relação sujeito-ambiente. Há uma interacção “mútua e progressiva entre, por um lado, um indivíduo activo, em constante crescimento, e, por outro lado, as propriedades sempre em transformação dos meios imediatos em que o indivíduo vive” (Portugal, 1992:37), sendo este processo influenciado pelas relações entre contextos mais imediatos e contextos mais vastos em que aqueles se integram.
 Há assim uma permanente interacção entre um indivíduo activo e um mundo que contextualiza o seu desenvolvimento, não só nos contextos imediatos, mas também noutros mais latos, sociais e institucionais. Verifica-se, deste modo, uma relação recíproca sinergética, sujeito/ambiente e ambiente/sujeito, de uma rede múltipla de relações de intercontextualidade.
Nos contextos em que está inserido e participa, o indivíduo realiza actividades, desempenha papéis e estabelece relações interpessoais, factores determinantes no seu desenvolvimento, como determinantes acabam por ser igualmente as matrizes que moldam a natureza dos contextos e das suas relações. Os contextos assumem, deste modo, na perspectiva ecológica de Bronfenbrenner, uma importância capital. O ambiente sociológico é encarado como uma série de estruturas que se encaixam umas nas outras. Umas mais imediatas que ele vive e experiencia directamente, outras mais afastadas, mas também elas influenciadoras  das condições do seu desenvolvimento. Este contexto mais imediato, integrador das experiências e vivências do sujeito, é denominado por Bronfenbrenner como micro-sistema, enquanto os contextos menos imediatos são o exo-sistema, o macro-sistema e o meso-sistema. O exo-sistema tem a ver com os ambientes  que, não implicando a acção directa do sujeito, acabam por afectá-la ou por ela serem afectados, enquanto o macro-sistema é constituído pelo conjunto de valores e padrões sócio-culturais que sustentam as actividades que ocorrem nos vários contextos de cultura, e o meso-sistema tem a ver com as inter-relações entre contextos em que o indivíduo participa activamente. Assim, a escola será um meso-sistema no micro-sistema do aluno.
Nesta relação sujeito-ambiente, o indivíduo insere-se em diferentes contextos, o que gera o desempenho de novas actividades, de novos papéis, a reestruturação de outras relações inter-pessoais, que possibilitam transições ecológicas, consequências e causas do processo de desenvolvimento e que ocorrem sempre que “a posição do indivíduo se altera em virtude de uma modificação no meio ou nos papéis e actividades desenvolvidas pelo sujeito” ( Portugal, 1992:40 ).
Dada a importância dos contextos no desenvolvimento do indivíduo, poucos acontecimentos podem ocorrer na sala de aula sem uma relação directa com os contextos de aprendizagem. A vida nas salas de aulas tem características de multidimensionalidade, simultaneidade, imediaticidade,  imprevisibilidade, publicidade e historicidade, fazendo com que toda a acção na sala de aula se apresente como um processo sistémico de comunicação. Partindo do princípio de que o que é verdadeiramente importante para o desenvolvimento do indivíduo é o ambiente, tal como se percebe e é vivido, a perspectiva ecológica enfatiza toda a contextualização em que o micro-sistema do aluno se desenvolve no seu meso-sistema da sala de aula.
A investigação tradicional sobre o ensino não se preocupava tanto com a gestão e organização da sala de aula, como  essencialmente com os seus aspectos particulares, focando-se mais nos indivíduo do  que na acção dos professores na sala de aula. Era o reflexo de um paradigma intelectual, mais preocupado com aspectos singulares do que com a dimensão social, com a globalidade. Actualmente, a investigação sobre gestão e organização de sala de aula debruça-se não só sobre o modo como a ordem é estabelecida e mantida, como também sobre os processos que contribuem para o seu estabelecimento, tais como a planificação e organização das aulas, o uso e distribuição de recursos, o estabelecimento e explicitação das regras, a reacção ao comportamento individual e de grupo, o enquadramento em que esta é atingida.
Com efeito, é na sala de aula que se desenvolve a maior parte do processo ensino-aprendizagem, processo este que apresenta duas tarefas estruturais: aprendizagem e ordem. A aprendizagem, de natureza individual, concretiza-se através da instrução, tendo por referência um currículo que os alunos devem dominar, persistindo nos seus esforços para aprender.  De acordo com Doyle, “a ordem realiza-se pela função de gestão, isto é, pela organização de grupos na sala, estabelecimento de regras e procedimentos, reagindo ao mau comportamento, monitorizando e ritmando os acontecimentos da sala de aula (Doyle, 1980 citado por Doyle, 1986:395).
No entanto, estas duas tarefas estruturais do ensino, na prática, não se podem separar. No seu quotidiano, os professores, lidam com elas em simultâneo, instruindo e gerindo os alunos. Assim, uma boa gestão e organização da sala de aula é uma condição para que a aprendizagem possa ocorrer, dado que o envolvimento dos alunos no trabalho está relacionado com a forma como os professores gerem as estruturas da sala de aula, mais do que com a forma como lidam com comportamentos individuais (Doyle, 1986).
De acordo com a perspectiva de que o comportamento dos alunos é, em grande medida, uma resposta aos níveis estruturais e exigências do ambiente, nas salas de aula, às actividades e tarefas que têm de realizar, torna-se necessário compreender como todos estes factores se interligam.
Uma das interpretações é dada pela perspectiva ecológica, para a qual a sala de aula é um cenário comportamental, isto é, uma unidade eco-comportamental composta por segmentos que rodeiam e regulam o comportamento. Tal concepção implica que o fluxo das actividades contenha uma duração temporal (limites temporais de duração), um formato físico (materiais disponíveis e arranjo dos participantes no espaço), um programa de acção para os participantes, e um conteúdo focal (tema ou preocupação central do segmento). Deste modo, os segmentos organizam-se em torno das actividades reconhecendo-se que estas são a unidade básica da organização da sala de aula, pese o facto de outros segmentos nela acontecerem, como refere Doyle (1986), quando menciona a existência de quatro níveis estruturais: a sessão da classe (unidade de tempo definida pelo sinal de entrada e saída das sala de aula, para o intervalo, almoço ou casa); a lição (conjunto de actividades reunido por um conteúdo focal comum); a actividade (padrão distintivo de organização dos alunos para trabalharem numa unidade de tempo dentro da lição); e a rotina (programa de acção suplementar que gere os assuntos de manutenção da sala de aula).
 Os referidos níveis estruturais podem assumir formas diversas, sendo as mais referenciadas a recitação (resposta dos alunos à pergunta do professor, que se relaciona com uma forma específica de organização de falar, facultada pelo levantar do braço); o trabalho no lugar (pode ser trabalho supervisionado e/ou trabalho independente), que favorece a autonomia dos alunos,  podendo, no entanto, levantar problemas de gestão e organização da sala de aula se o professor não for suficientemente atento, ou não fizer o scanning da aula; o trabalho em pequenos grupos; as transições (nas mudanças de contexto). O professor será considerado bom gestor quando marca com clareza o seu início e é capaz de as implementar activamente de forma suave, sem provocar grandes rupturas, possibilitando que a ordem se estabeleça com brevidade. Podemos distinguir as transições menores ¾ quando fala um aluno e depois outro ¾ das  maiores ¾ que são as que ocorrem entre actividades ou fases de uma lição. Há ainda a considerar as interrupções, que são acontecimentos extra-lições, as quais podem provir de dentro, interrupções internas, ou de fora, interrupções externas.                                                                                                                                      
Uma vez a ordem instaurada na sala de aula, os alunos seguem, dentro de limites aceitáveis, o programa de acção previsto e necessário para que determinado acontecimento ocorra. Deste modo, a ordem difere consoante os diferentes tipos de actividades, evidenciando-se em contextos específicos, que o professor desenvolve. Portanto, a ordem na sala de aula exprime a função de gestão do ensino e, segundo este ponto de vista, materializa-se no contexto em que está a ocorrer, sendo fruto das interacções decorrentes dos participantes e dos arranjos elaborados para os fins previstos, pelo que pode ser, em última instância, considerada de natureza eminentemente social.
A ordem apresenta-se, entretanto, como uma das condições para a cooperação dos alunos, sendo esta o requisito mínimo para o bom funcionamento das actividades. Constructo social, a cooperação reflecte a necessidade de as actividades na sala de aula serem construídas pelos participantes, que assumem assim uma atitude de envolvimento activo no programa de acção. Tal envolvimento pode não existir sem que, por tal motivo, seja posta a ordem em causa. Na verdade, o envolvimento passivo pode não gerar a desordem, mas não compromete cooperativamente os alunos, que só quando maioritariamente envolvidos criam condições de sucesso da actividade.
O envolvimento dos alunos nas tarefas académicas e a ordem na sala de aula podem também ser influenciados pela natureza das matérias. De facto, vários autores chamam a atenção para a importância da compreensão e gosto da matéria pelos alunos, como factor da diminuição do risco de desordem na sala de aula. O nível de exigência  do trabalho académico pode ser também factor contributivo para o aumento dos comportamentos disruptivos. Efectivamente, quando o trabalho académico envolve um nível superior de processos cognitivos, como a compreensão, raciocínio e formulação de problemas,  gera ambiguidades e riscos para os alunos. Como reacção a tal situação, os alunos tendem a aumentar a clareza das especificações por parte do professor, contribuindo assim para uma diminuição do fluxo da instrução, reduzindo o envolvimento no trabalho e contribuindo para a indisciplina na classe. Pelo contrário, tarefas simples envolvendo operações mentais menos complexas e mais aglutinadoras, provocam maior adesão à aula e menos resistência  ao trabalho académico. Nem sempre é fácil criar actividades de aprendizagem que interessem, simultaneamente, os alunos mais capazes e os menos capazes. (Arends, 1995:122).
Este interesse dos alunos na actividade pode também ser influenciado pelo contexto da sala de aula que com as suas propriedades específicas, acaba por influenciar os participantes. Entre estas características, podemos realçar, segundo Doyle (1977, 1980, 1986) a multidimensionalidade, a simultaneidade, a imediaticidade, a imprevisibilidade, a publicidade e a historicidade, já anteriormente referidas.
A multidimensionalidade refere-se à grande quantidade de acontecimentos e tarefas na sala de aula que, devido ao número dos alunos, implicam uma programação, planificação e orquestração adequadas. Por seu lado, a simultaneidade reflecte o grande número de acontecimentos que acontecem ao mesmo tempo na sala e aos quais o professor tem de prestar a devida atenção. Enquanto dá apoio individualizado a um aluno, o professor não pode perder de vista os restantes, não deixando criar interrupções. A imediaticidade expressa a rapidez com que fluem os acontecimentos, o que nem sempre facilita a reflexão do professor sobre os mesmos. Quanto à imprevisibilidade, refere-se ao rumo inesperado que muitas vezes tomam os acontecimentos e as interacções. A publicidade tem a ver com o facto de as salas de aula serem lugares públicos, onde as regras e valores são julgados por todos. A não actuação por parte do professor face a um comportamento disruptivo pode levar os alunos à reincidência ou desenvolvimento do mesmo. No que se refere à historicidade, ela reflecte as vivências comuns que a classe adquire pelo facto de viver conjuntamente durante toda a semana.
Estas características apontadas por Doyle reflectem-se no contexto da sala de aula, influenciando os comportamentos, quer dos professores, quer dos próprios alunos. Neste contexto sobressaem ainda a organização do espaço físico e a forma de supervisão (individual ou grupal). O rendimento dos alunos pode ser afectado pela proximidade ou distanciamento do professor, gerando-se, com o aumento espacial entre eles, um decréscimo de rendimento nas actividades e um crescendo de comportamentos disruptivos.
Outro factor que influencia o comportamento dos alunos é a existência das regras. Na verdade, da sua compreensão e legitimidade decorre, em grande parte,  a sua aceitação, permitindo assim que elas desempenhem um papel de regulador funcional. De facto, ao estabelecerem as condições para a instrução, ou ao restabelecê-las, quando são quebradas, regulam as condições  de harmonização do sistema normativo com o sistema produtivo na sala de aula (Estrela, 1992:52). Quando existe harmonia entre os dois sistemas, um acaba por reforçar o outro. Esta harmonia acaba por ser desrespeitada, quando as regras subjacentes a cada formato de actividades ou não são devidamente definidas, ou não consideram os contextos em que se vai desenrolar a actividade. Geram-se assim comportamentos desviantes, desrespeitantes da ordem, cujo grau depende também da força do vector primário e do tempo de intervenção que ocorre antes do vector secundário ter ganho força.
Ao professor eficaz cabe criar a ordem, estabelecendo actividades, antecipando os maus comportamentos e cerceando-os, quando surgem (Doyle, 1986:421). Compete-lhe criar ambientes produtivos, na consciencialização de que a ordem, mais do que imposta, tem de ser vivida, construída, no microssistema da sala de aula. É nesta consciência que se começará por ser complacente com a regra, cooperante com ela, decidindo-se, em última análise, aceitá-la, adoptando-a!
 
Bibliografia
ARENDS, I. Richard. (1995). Aprender a Ensinar. Amadora: McGraw-Hill de Portugal.
DOYLE, W. (1986). Classroom Organization and Management.  In Witrock, M. (ed.). Handbook of Research of Teaching. New York: Mc Millan.
ESTRELA, Maria Teresa. (1992). Relação Pedagógica, Disciplina e Indisciplina na Aula. Porto: Porto Editora.
PORTUGAL, Gabriela. (1992). Ecologia e Desenvolvimento Humano em Bronfenbrenner. Aveiro: Cidine.

domingo, 22 de janeiro de 2012

XOTE - TERRA DE SÃO FRANCISCO. NESTA LETRA TENTAREI MOSTRAR UM POUCO DA HISTÓRIA DE SÃO FRANCISCO, DA NOSSA CIDADE, DOS ROMEIROS E DOS NOSSOS FRADES COM OUTROS TEMAS IMPLÍCITOS

AUTOR - ADEMILDO

REFRÃO

TERRA DA FÉ, SANTO QUERIDO
EM CANINDÉ O PADROEIRO É SÃO FRANCISCO (BIS)

1ª PARTE

DE JESUS CRISTO SE APROXIMOU
E SEU EXEMPLO LOGO ACEITOU
DINHEIRO E FAMA DEIXOU PRA TRÁS
SE QUER SEGUÍ-LOS, SEJA HUMILDE E ACLAME A PAZ

REFRÃO (BIS)

2ª PARTE

DOS NORDESTINOS, MUITO SE LEMBRA
RESOLVE TODOS OS SEUS DILEMAS
EM CANINDÉ, SUA BASÍLICA
QUE ERA MENOR, FICOU MAIOR E SEMPRE FICA

REFRÃO (BIS)

3ª PARTE

CANINDÉ , UM SANTUÁRIO
NOS FRANCISCANOS O SEU LEGADO
AS ROMARIAS, SUA ALEGRIA
A NOSSA FÉ SE RENOVANDO NOITE E DIA

REFRÃO (BIS)

CANINDÉ TEM, TANTOS LOCAIS
TANTAS IGREJAS E  PASTORAIS
CADA ROMEIRO, NOSSO IRMÃO
NESTA CIDADE O NOME DELE É ORAÇÃO

REFRÃO (BIS)

A VIA SACRA, NÃO SACRIFICA
TODA ESTAÇÃO, TEM PREGAÇÃO
EM CADA ROSTO, QUE ERA SOFRIDO
FICOU CURADO NA TERRA DE SÃO FRANCISCO

REFRÃO (BIS)

NO DIA QUATRO, DO MÊS DE OUTUBRO
O POVO REZA COM AMOR PURO
ELE ERA RICO, TINHA NOBREZA
MAS DEIXOU TUDO E PREFERIU A IRMÃ POBREZA

REFRÃO (BIS)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

XOTE - "MEU LUGAR". UMA FORMA SAUDOSA E CARINHOSA DE HOMENAGEAR E NÃO ESQUECER MINHAS RAÍZES INTERIORANAS

AUTOR - ADEMILDO

1ª PARTE

EM UM ALPENDRE DE CASA, CASARÃO
O SANFONEIRO ANIMA O POVÃO
ÁGUA DO POTE, ZINEBRA, GUARANÁ
XOTE, BAIÃO E O POVO A NAMORAR

2ª PARTE

LÁ NO CORRENTE, VAZANTE, OITICICA
DE VEZ ENQUANTO "OS HORÁRIO" O POVO ESTICA
DAQUI PRA LI, É SÓ ANDAR
DE JEGUE, A PÉ E UM RIO A CRUZAR

REFRÃO

SOB AS LATADAS, NUM PAU DE ARARA
TOMANDO PINGA, BEBENDO ÁGUA
COM O PÉ DURO E A ESPINGARDA
NO SOL A PINO E NO LUAR
A EVOLUÇÃO ESTRAGOU O "MEU LUGAR" ( BIS )

3ª PARTE

O BENTIVI, A ROLINHA E O CARCARÁ
A ASA BRANCA, A JURITI E O PREÁ
SANGUE DE BOI E O AZULÃO
PARTE DA FAUNA QUE DÁ NOME AO SERTÃO

4ª PARTE

NO PÉ DA SERRA TEM PUNARÉ
ÁGUA SALOBA DA CACIMBA DO SEU ZÉ
O MATA BURRO, NÃO MATA NADA
A FERRAMENTA DO MATUTO É UMA ENXADA ( BIS )


REFRÃO

SOB AS LATADAS, NUM PAU DE ARARA
TOMANDO PINGA, BEBENDO ÁGUA
COM O PÉ DURO E A ESPINGARDA
NO SOL A PINO E NO LUAR
A EVOLUÇÃO ESTRAGOU O "MEU LUGAR" ( BIS )

5ª PARTE

MUITAS "FAMIA" SAIU DE LÁ
PARA BOTAR OS "FI" ´PRA ESTUDAR
OS "CAJUEIRO" DEU FRUTO BÃO
E TANTOS OUTROS "CUMPRIRO" SUA MISSÃO

6ª PARTE/ REFRÃO/2

VALEU NEGRADA, LÁ DO SERTÃO
DOS "QUATO" "CANTO"  DESSE MUNDÃO
QUE DORME TARDE E ACORDA CEDO
QUE CANTA, REZA E SE DIVERTE DO SEU JEITO (BIS)

ULTIMAMENTE TENHO UTILIZADO ALGUMAS METÁFORAS PARA DEFINIR SITUAÇÕES CONFLITANTES QUE ME INQUIETAM DIOTURNAMENTE EM MINHA DOCÊNCIA. A MAIS RECENTE É: OH SAUDADE DA ÉPOCA QUE EU ERA ANALFABETO! NESTA EXCLAMAÇÃO EXTERNO QUE O "HOMEM" NA SUA GRANDE MAIORIA AO IMERGIR NO CONHECIMENTO FORMAL TRANSFORMA-SE E É TRANSFORMADO NEGATIVAMENTE  PELO "SISTEMA", SISTEMA ESSE ONDE CARGOS,  STATUS E PRINCIPALMENTE, "O DINHEIRO", MODIFICAM O CARÁTER E DESTRÓEM OS VALORES QUE UM DIA COEXISTIRAM JUNTO À
SIMPLICIDADE DO HOMEM NORDESTINO.

GRIFOS MEUS,

PROFESSOR ADEMILDO

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

RELAÇÃO DOS ALUNOS DOS SEGUNDOS ANOS APROVADOS NO PRALET/1 REALIZADO HOJE

2º ANO "A" DE INFORMÁTICA

NÚMERO
22

2º ANO "B" DE INFORMÁTICA
NÚMEROS
02
07
11
13
14
16
17
23
29
30

2º ANO DE COMÉRCIO

NÚMEROS

04
05
06
08
11
16
23
26

2º ANO DE HOSPEDAGEM

NÚMEROS

11
24
30

OS NÚMEROS QUE NÃO ESTÃO NESTA LISTA, É PORQUE NÃO FORAM APROVADOS NA PRIMEIRA AVALIAÇÃO. POR FAVOR PREPAREM O PROJETO DIGITAL  O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL. VOCÊS DEVERÃO ENTREGÁ-LO A MIM ATÉ AMANHÃ.

UM ABRAÇO A TODOS!

PROFESSOR ADEMILDO

QUAISQUER DÚVIDAS, ME PROCUREM AMANHÃ NA ESCOLA.

LISTA ATUALIZADA DOS ALUNOS DOS TERCEIROS ANOS APROVADOS NO PRALET (PRORROGAÇÃO DO ANO LETIVO) NA DISCIPLINA DE INGLÊS

TERCEIRO ANO "A' - INFORMÁTICA

NÚMEROS
02
10
25
26
28
38
39
OBSERVAÇÃO - NESTA SÉRIE TEVE UM ALUNO QUE NÃO IDENTIFICOU SEU GABARITO. POR FAVOR ME PROCURE O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL!


TERCEIRO ANO "B' - INFORMÁTICA

NÚMEROS

02
03
04
05
06
07
09
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19 
20
21
22
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
39
40

NESTA TURMA SÓ HÁ  PENDÊNCIA DE UMA ALUNA( VOCÊ JÁ FOI INFORMADA). POR FAVOR FAÇA O PROJETO DIGITAL E ME ENTREGUE O MAIS RÁPIDO POSSIVEL.

TERCEIRO ANO "COMÉRCIO'
NÚMEROS

 02
 03
 04
 06
 08
 14
 15
 16
 19
 20
 22
 24
 25
 27
 29
 30
 31
 33

NESTA TURMA OS NÚMEROS 07, 09, 12 E 28 AINDA ESTÃO PENDENTES. POR FAVOR FAÇAM O PROJETO DIGITAL O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL E ME ENTREGUEM O QUANTO ANTES.

TERCEIRO ANO "TURISMO"


NÚMEROS

01
02
04
05
07
08
10
11
15
17
18
19
21
22
23
24
25
26
27
28
29
31
32
33
34

NESTA TURMA AINDA HÁ A PENDÊNCIA DE UMA ALUNA QUE NÃO IDENTIFICOU SEU GABARITO. POR FAVOR ME PROCURE O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL NA ESCOLA PARA RESOLVERMOS ESTA SITUAÇÃO.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

LISTA DOS ALUNOS DOS TERCEIROS ANOS QUE FORAM APROVADOS NO PRALE/1 NA DISCIPLINA DE INGLÊS

TERCEIRO ANO "A' - INFORMÁTICA

NÚMEROS

25
28


TERCEIRO ANO "B' - INFORMÁTICA

NÚMEROS

05
12
15
17
18 - (TRAZER O PROJETO DIGITAL)
20
25
27 
28
29
30
33
34
35
36
38
39
40


TERCEIRO ANO "COMÉRCIO'
NÚMEROS

 04
 14
 31

TERCEIRO ANO "TURISMO"


NÚMEROS

01
02
07
11
21
25
27
32



OS ALUNOS QUE NÃO TIVERAM SEUS NÚMEROS NESTA LISTA, POR FAVOR FAÇAM O PROJETO DIGITAL E ME ENTREGUEM ATÉ QUARTA FEIRA DA PRÓXIMA SEMANA, POIS NÃO ATINGIRAM A MÉDIA, CASO TENHAM FEITO, HOUVE ALGUM PROBLEMA NOS DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO GABARITO. POR QUESTÃO ÉTICA, OS NÚMEROS  DOS ALUNOS NÃO APROVADOS NÃO FORAM COLOCADOS NESTA LISTA. PROCUREM O PROFESSOR TITULAR NA ESCOLA PARA QUAISQUER ESCLARECIMENTOS!

OBSERVAÇÃO

EM TODAS AS TURMAS MUITOS ALUNOS NÃO IDENTIFICARAM SEUS GABARITOS, DIFICULTANDO O RESULTADO FINAL. PROCUREM - ME NA QUARTA FEIRA NO PERÍODO DA TARDE, NA ESCOLA, PARA SOLUCIONARMOS ESTE OCORRIDO.

PROFESSOR ADEMILDO

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

SEGUE ABAIXO O GABARITO DO PRALET, TERCEIROS ANOS.

1 - B
2 - C
3 - C
4 - C
5 - A
6 - A
7 - C
8 - (  D H F I B G E J A C  )
9 - C
10 - C
11 - D
12 - A
13 - D
14 - B
15 - A
16 - A
17 - B
18 - B
19 - D
20 - B

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Os sete saberes necessários à educação do futuro.

Edgar Morin.                 
 
  Os sete saberes necessários à educação do futuro não têm nenhum programa
educativo, escolar ou universitário. Aliás, não estão concentrados no primário, nem no
secundário, nem no ensino universitário, mas abordam problemas específicos para cada um
desses níveis. Eles dizem respeito aos setes buracos negros da educação, completamente
ignorados, subestimados ou fragmentados nos programas educativos. Programas esses que,
na minha opinião, devem ser colocados no centro das preocupações sobre a formação dos
jovens, futuros cidadãos.

O Conhecimento.

  O primeiro buraco negro diz respeito ao  conhecimento. Naturalmente, o ensino
fornece conhecimento, fornece saberes. Porém, apesar de sua fundamental importância,
nunca se ensina o que é, de fato, o conhecimento. E sabemos que os maiores problemas
neste caso são o erro e a ilusão.
  Ao examinarmos as crenças do passado, concluímos que a maioria contém erros e
ilusões. Mesmo quando pensamos em vinte anos atrás, podemos constatar como erramos e
nos iludimos sobre o mundo e a realidade. E por que isso é tão importante? Porque o
conhecimento nunca é um reflexo ou espelho da realidade. O conhecimento é sempre uma
tradução, seguida de uma reconstrução. Mesmo no fenômeno da percepção, através do qual
os olhos recebem estímulos luminosos que são transformados, decodificados, transportados
a um outro código, que transita pelo nervo ótico, atravessa várias partes do cérebro para,
enfim, transformar aquela informação primeira em percepção. A partir deste exemplo,
podemos concluir que a percepção é uma reconstrução. 
  Tomemos um outro exemplo de percepção constante: a imagem do ponto de vista
da retina. As pessoas que estão próximas parecem muito maiores do que aquelas que estão
mais distantes, pois à distância, o cérebro não realiza o registro e termina por atribuir uma
dimensão idêntica para todas as pessoas. Assim como os raios ultravioletas e   2
infravermelhos que nós não vemos, mas sabemos que estão aí e nos impõem uma visão
segundo as suas incidências. Portanto, temos percepções, ou seja, reconstruções, traduções
da realidade. E toda tradução comporta o risco de erro. Como dizem os italianos
“tradotore/traditore”.
  Também sabemos que não há nenhuma diferença intrínseca entre uma percepção e
uma alucinação. Por exemplo: se tenho uma alucinação e vejo Napoleão ou Júlio César,
não há nada que me diga que estou enganado, exceto o fato de saber que eles estão mortos.
São os outros que vão me dizer se o que vejo é verdade ou não. Quero dizer com isso que
estamos sempre ameaçados pela alucinação. Até nos processos de leitura isto acontece.
Nós sabemos que não seguimos a linha do que está escrito, pois, às vezes, nossos olhos
saltam de uma palavra para outra e reconstrói o conjunto de uma maneira quase
alucinatória. Neste momento, é o nosso espírito que colabora com o que nós lemos. E não
reconhecemos os erros porque deslizamos neles. O mesmo acontece, por exemplo, quando
há um acidente de carro. As versões e as visões do acidente são completamente diferentes,
principalmente pela emoção e pelo fato das pessoas estarem em ângulos diferentes.
  No plano histórico há erros, se me permitem o jogo de palavras, histéricos.
Tomemos um exemplo um pouco distante de nós: os debates sobre a Primeira Guerra
Mundial.  Uma época em que a França e a Alemanha tinham partidos socialistas fortes,
potentes e muito pacifistas, e que, evidentemente, eram contrários à guerra que se
anunciava. Mas, a partir do momento em que se desencadeou a guerra, os dois partidos se
lançaram, massivamente a uma campanha de propaganda, cada um imputando ao outro os
atos mais ignóbeis. Isto durou até o fim da guerra. Hoje, podemos constatar com os eventos
trágicos do Oriente Médio a mesma maneira de tratar a informação. Cada um prefere
camuflar a parte que lhe é desvantajosa para colocar em relevo a parte criminosa do outro.
  Este problema se apresenta de uma maneira perceptível e muito evidente, porque as
traduções e as reconstruções são também um risco de erro e muitas vezes o maior erro é
pensar que a idéia é a realidade. E tomar a idéia como algo real é confundir o mapa com o
terreno.
  Outras causas de erro são as diferenças culturais, sociais e de origem. Cada um
pensa que suas idéias são as mais evidentes e esse pensamento leva a idéias normativas.
Aquelas que não estão dentro desta norma, que não são consideradas normais, são julgadas   3
como um desvio patológico e são taxadas como ridículas. Isso não ocorre somente no
domínio das grandes religiões ou das ideologias políticas, mas também das ciências.
Quando Watson e Crick decodificaram a estrutura do código genético, o DNA (ácido
desoxirribonucléico), surpreenderam e escandalizaram a maioria dos biólogos, que jamais
imaginavam que isto poderia ser transcrito em moléculas químicas. Foi preciso muito
tempo para que essas idéias pudessem ser aceitas.
  Na realidade, as idéias adquirem consistência como os deuses nas religiões. É algo
que nos envolve e nos domina a ponto de nos levar a matar ou morrer. Lenin dizia: “Os
fatos são teimosos, mas, na realidade, as idéias são ainda mais teimosas do que os fatos e
resistem aos fatos durante muito tempo”. Portanto, o problema do conhecimento não deve
ser um problema restrito aos filósofos. É um problema de todos e cada um deve levá-lo em
conta desde muito cedo e explorar as possibilidades de erro para ter condições de ver a
realidade, porque não existe receita milagrosa.
 
O Conhecimento Pertinente.

  O segundo buraco negro é que não ensinamos as condições de um  conhecimento
pertinente, isto é, de um conhecimento que não mutila o seu objeto. Nós seguimos, em
primeiro lugar, um mundo formado pelo ensino disciplinar. É evidente que as disciplinas
de toda ordem ajudaram o avanço do conhecimento e são insubstituíveis. O que existe
entre as disciplinas é invisível e as conexões entre elas também são invisíveis. Mas isto não
significa que seja necessário conhecer somente uma parte da realidade. É preciso ter uma
visão capaz de situar o conjunto. É necessário dizer que não é a quantidade de
informações, nem a sofisticação em Matemática que podem dar sozinhas um conhecimento
pertinente, mas sim a capacidade de colocar o conhecimento no contexto.
  A economia, que é das ciências humanas, a mais avançada, a mais sofisticada, tem
um poder muito fraco e erra muitas vezes nas  suas previsões, porque está ensinando de
modo a privilegiar o cálculo. Com isso, acaba esquecendo os aspectos humanos, como o
sentimento, a paixão, o desejo, o temor, o medo. Quando há um problema na bolsa, quando
as ações despencam, aparece um fator totalmente irracional que é o pânico, e que,
freqüentemente, faz com que o fator econômico tenha a ver com o humano, ligando-se,
assim, à sociedade, à psicologia, à mitologia. Essa realidade social é multidimensional e o   4
econômico é apenas uma dimensão dessa sociedade. Por isso, é necessário contextualizar
todos os dados.
  Se não houver, por exemplo, a contextualização dos conhecimentos históricos e
geográficos, cada vez que aparecer um acontecimento novo que nos fizer descobrir uma
região desconhecida, como o Kosovo, o Timor ou Serra Leoa, não entenderemos nada.
Portanto, o ensino por disciplina, fragmentado e dividido, impede a capacidade natural que
o espírito tem de contextualizar. E é essa capacidade que deve ser estimulada e
desenvolvida pelo ensino, a de ligar as partes ao todo e o todo às partes. Pascal dizia, já no
século XVII: “Não se pode conhecer as partes sem conhecer o todo, nem conhecer o todo
sem conhecer as partes”.
  O contexto tem necessidade, ele mesmo, de seu próprio contexto. E o
conhecimento, atualmente, deve se referir ao global. Os acidentes locais têm repercussão
sobre o conjunto e as ações do conjunto sobre os acidentes locais. Isso foi comprovado
depois da guerra do Iraque, da guerra da Iugoslávia e, atualmente, pode ser verificado com
o conflito do Oriente Médio.
 
A Identidade Humana.

  O terceiro aspecto é a  identidade humana. É curioso que nossa identidade seja
completamente ignorada pelos programas de instrução. Podemos perceber alguns aspectos
do homem biológico em Biologia, alguns aspectos psicológicos em Psicologia, mas a
realidade humana é indecifrável. Somos indivíduos de uma sociedade e fazemos parte de
uma espécie. Mas, ao mesmo tempo em que fazemos parte de uma sociedade, temos a
sociedade como parte de nós, pois desde o nosso nascimento a cultura se nos imprime. Nós
somos de uma espécie, mas ao mesmo tempo a espécie é em nós e depende de nós. Se nos
recusamos a nos relacionar sexualmente com um parceiro de outro sexo, acabamos com a
espécie. Portanto, o relacionamento entre indivíduo-sociedade-espécie é como a trindade
divina, um dos termos gera o outro e um se encontra no outro. A realidade humana é
trinitária.
  Eu acredito possível a convergência entre todas as ciências e a identidade humana.
Um certo número de agrupamentos disciplinares vai favorecer esta convergência. É
necessário reconhecer que na segunda metade do século XX, houve uma revolução   5
científica, reagrupando as disciplinas em ciências pluridisciplinares. Assim, há a
cosmologia, as ciências da terra, a ecologia e a pré-história. 
  Tome-se como exemplo a cosmologia, que, efetivamente, utiliza a microfísica, os
aceleradores de partículas para imaginar os primeiros segundos do universo. Ela utiliza a
observação e pratica uma reflexão filosófica sobre o mundo, assim como fizeram Hubert
Reeves, Hawkins, Michel Cassé e tantos outros. Eles refletem sobre o universo incrível no
qual vivemos. Mas o que é importante para a identidade humana é saber que estamos neste
minúsculo planeta perdidos no cosmos. Nossa missão não é mais a de conquistar o mundo
como acreditava Descartes, Bacon e Marx. Nossa missão se transformou em civilizar o
pequeno planeta em que vivemos.
  Por outro lado, as ciências da terra nos inscrevem neste planeta formado por
fragmentos cósmicos, resultados de uma explosão de sóis anteriores. Resta saber como
estes fragmentos reunidos e aglomerados puderam criar uma tal organização, uma auto-
organização, para nos dar este planeta. É necessário mostrar que ele gerou a vida, e a nós
somos, filhos da vida. 
  A biologia, com a teoria da evolução, nos prova como trazemos dentro de nós,
efetivamente, o processo de desenvolvimento da primeira célula vivente, que se
multiplicou e se diversificou.
  Quando sonhamos com nossa identidade, devemos pensar que temos partículas que
nasceram no despertar do universo. Temos átomos de carbono que se formaram em sóis
anteriores ao nosso, pelo encontro de três núcleos de hélio que se constituíram em
moléculas e neuromoléculas na terra. Somos todos filhos do cosmos, mas nos
transformamos em estranhos através de nosso conhecimento e de nossa cultura.
  Portanto, é preciso ensinar a unidade dos três destinos, porque somos indivíduos,
mas como indivíduos somos, cada um, um fragmento da sociedade e da espécie Homo
sapiens, à qual pertencemos. E o importante é que somos uma parte da sociedade, uma
parte da espécie, seres desenvolvidos sem os quais a sociedade não existe. A sociedade só
vive com essas interações.
  È importante, também, mostrar que, ao mesmo tempo em que o ser humano é
múltiplo, ele é parte de uma unidade. Sua estrutura mental faz parte da complexidade
humana. Portanto, ou vemos a unidade do gênero e esquecemos a diversidade das culturas   6
e dos indivíduos, ou vemos a diversidade das culturas e não vemos a unidade do ser
humano. 
  Esse problema vem causando polêmicas desde o século XVIII, quando Voltaire
disse: “Os chineses são iguais a nós, têm paixões, choram”. E Herbart, o pensador alemão,
afirmou: “Entre uma cultura e outra não há comunicação, os seres são diferentes”. Os dois
tinham razão, mas na realidade essas duas verdades têm que ser articuladas. Nós temos os
elementos genéticos da nossa diversidade e, é claro, os elementos culturais da nossa
diversidade.
  È preciso lembrar que rir, chorar, sorrir, não são atos aprendidos ao longo da
educação, são inatos, mas modulados de acordo com a educação. Heigerfeld fez uma
observação sobre uma jovem surda-muda de nascença que ria, chorava e sorria.
Atualmente, estudos demonstram que o feto começa a sorrir no ventre da mãe. Talvez
porque não saiba o que o espera depois... Mas isso nos permite entender a nossa realidade,
nossa diversidade e singularidade. 
  Chegamos, então, ao ensino da literatura e da poesia. Elas não devem ser
consideradas como secundárias e não essenciais. A literatura é para os adolescentes uma
escola de vida e um meio para se adquirir conhecimentos. As ciências sociais vêem
categorias e não indivíduos sujeitos a emoções, paixões e desejos. A literatura, ao
contrário, como nos grandes romances de Tolstoi, aborda o meio social, o familiar, o
histórico e o concreto das relações humanas com uma força extraordinária.
  Podemos dizer que as telenovelas também nos falam sobre problemas fundamentais
do homem; o amor, a morte, a doença, o ciúme, a ambição, o dinheiro. Temos que entender
que todos esses elementos são necessários para entender que a vida não é aprendida
somente nas ciências formais. E a literatura tem a vantagem de refletir sobre a
complexidade do ser humano e sobre a quantidade incrível de seus sonhos. Como James
Joyce, por exemplo, que, ao criar um personagem, mostrava que uma pessoa pode ter
sentimentos totalmente diversos. Ou como o herói de Dostoievski, em O Idiota que não
sabe se a jovem está apaixonada por ele e ao fim da trama, depois de ter sofrido muito,
encontra um amigo que lhe diz: “mas que imbecil você é, não entendeu que ela o ama”.
Isto pode acontecer com qualquer pessoa, é a dificuldade de saber o que o outro pensa e
sente.  
  Marcel Proust mostrou, em Um amor de Swan, o que ele chamava de intermitências
do coração, ou seja, que uma pessoa pode se apaixonar, esquecer-se da pessoa desejada e
voltar a amá-la. Neste romance o herói sofre durante anos de ciúmes por causa de uma
mulher e quando ele já não está mais apaixonado, diz: “mas eu sofri tanto por uma mulher
que não me amava e que nem era meu tipo”.
  Podemos, então, compreender a complexidade humana através da literatura. A
poesia nos ensina a qualidade poética da vida, essa qualidade que nós sentimos diante de
fatos da realidade. Como, por exemplo, os espetáculos da natureza: o céu de Brasília que é
tão bonito. A vida não deve ser uma prosa que se faça por obrigação. A vida é viver
poeticamente na paixão, no entusiasmo.
  Para que isso aconteça, devemos fazer convergir todas as disciplinas conhecidas
para a identidade e para a condição humana, ressaltando a noção de  homo sapiens; o
homem racional e fazedor de ferramentas, que é, ao mesmo tempo, louco e está entre o
delírio e o equilíbrio, nesse mundo de paixões em que o amor é o cúmulo da loucura e da
sabedoria. 
  O homem não se define somente pelo trabalho, mas também pelo jogo. Não só as
crianças, como também os adultos gostam de jogar. Por isso vemos partidas de futebol.
Nós somos  Homo ludens, além de  Homo economicus. Não vivemos só em função do
interesse econômico. Há, também, o homo mitologicus, isto é, vivemos em função de mitos
e crenças. 
  Enfim o homem é prosaico e poético. Como dizia Hölderling: “O homem habita
poeticamente na terra, mas também prosaicamente e se a prosa não existisse, não
poderíamos desfrutar da poesia”.
 
A Compreensão Humana.

  O quarto aspecto é sobre a  compreensão humana. Nunca se ensina sobre como
compreender uns aos outros, como compreender nossos vizinhos, nossos parentes, nossos
pais. O que significa compreender? 
  A palavra compreender vem do latim, compreendere, que quer dizer: colocar junto
todos os elementos de explicação, ou seja, não ter somente um elemento de explicação,
mas diversos. Mas a compreensão humana vai além disso, porque, na realidade, ela   8
comporta uma parte de empatia e identificação. O que faz com que se compreenda alguém
que chora, por exemplo, não é analisar as lágrimas no microscópio, mas saber o significado
da dor, da emoção. Por isso, é preciso compreender a compaixão, que significa sofrer
junto. É isto que permite a verdadeira comunicação humana.
  A grande inimiga da compreensão é a falta de preocupação em ensiná-la. Na
realidade, isto está se agravando, já que o individualismo ganha um espaço cada vez maior.
Estamos vivendo numa sociedade individualista, que favorece o sentido de
responsabilidade individual, que desenvolve o egocentrismo, o egoísmo e que,
consequentemente, alimenta a autojustificação e a rejeição ao próximo.
  A raiva leva à vontade de eliminar o outro e tudo aquilo que possa aborrecer. De
certa maneira, isto favorece ao que os ingleses chamam de self-deception, isto é, mentir a si
mesmo, pois o egocentrismo vai tramando sempre o negativo e esquecendo dos outros
elementos. 
  A redução do outro, a visão unilateral e a falta de percepção sobre a complexidade
humana são os grandes empecilhos da compreensão. Outro aspecto da incompreensão é a
indiferença. E, por este lado, é interessante abordar o cinema, que os intelectuais tanto
acusam de alienante. Na verdade, o cinema é uma arte que nos ensina a superar a
indiferença, pois transforma em heróis os invisíveis sociais, ensinando-nos a vê-los por um
outro prisma. Charlie Chaplin, por exemplo, sensibilizou platéias inteiras com o
personagem do vagabundo. Outro exemplo é Coppola, que popularizou os chefes da Máfia
com “O Chefão”. No teatro, temos a complexidade dos personagens de Shakspeare: reis,
gangsters, assassinos e ditadores. No cinema, como na filosofia de Heráclito:
“Despertados, eles dormem”. Estamos adormecidos, apesar de despertos, pois diante da
realidade tão complexa, mal percebemos o que se passa ao nosso redor.
  Por isso, é importante este quarto ponto: compreender não só os outros como a si
mesmo, a necessidade de se auto-examinar, de analisar a autojustificação, pois o mundo
está cada vez mais devastado pela incompreensão, que é o câncer do relacionamento entre
os seres humanos.


  
A Incerteza.

  O quinto aspecto é a  incerteza. Apesar de, nas escolas, ensinar-se somente as
certezas, como a gravitação de Newton e o eletromagnetismo, atualmente a ciência tem
abandonado determinados elementos mecânicos para assimilar o jogo entre certeza e
incerteza, da micro-física às ciências humanas. É necessário mostrar em todos os domínios,
sobretudo na história, o surgimento do inesperado. Eurípides dizia no fim de três de suas
tragédias que: “os deuses nos causam grandes surpresas, não é o esperado que chega e sim
o inesperado que nos acontece”. É a velha idéia de 2.500 anos, que nós esquecemos
sempre.
  As ciências mantêm diálogos entre dados hipotéticos e outros dados que parecem
mais prováveis. Os processos físicos, assim como outros também, pressupõem variações
que nos levam à desordem caótica ou à criação de uma nova organização, como nas teorias
sobre a incerteza de Prigogine, baseadas nos exemplos dos turbilhões de Born. Analisando
retroativamente a história da vida, constata-se que ela não foi linear, que não teve uma
evolução de baixo para cima. A evolução segundo Darwin foi uma evolução composta de
ramificações, a exemplo do mundo vegetal e o mundo animal.
  O homem vem de uma dessas ramificações e conseguiu chegar à consciência e à
inteligência, mas não somos a meta da evolução, fazemos parte desse processo. A história
da vida foi, na verdade, marcada por catástrofes. 
  No fim da era secundária, a queda do asteróide que matou os dinossauros e
ressecou a vegetação desses animais enormes, matando-os de fome deu oportunidade à
proliferação dos mamíferos. Assim também ocorreu com as sociedades humanas. Todas
sofreram o colapso por uma razão ou outra. Nem mesmo o império romano, que parecia
eterno, conseguiu sobreviver. As sociedades andinas, que eram mais potentes que seus
colonizadores espanhóis e cujas capitais eram muita mais ricas que Paris, Madri ou Lisboa,
foram destruídas por espanhóis que chegaram com cavalos e armas desconhecidas.
  As duas guerras mundiais destruíram muito na metade do século XX, depois da
Primeira Guerra Mundial. Três grandes impérios da época, por exemplo, o romano-
otomano, o austro-húngaro e o soviético, desapareceram.
  Isto nos demonstra a necessidade de ensinar o que chamamos de ecologia da ação: a
atitude que se toma quando uma ação é desencadeada e escapa ao desejo e às intenções   10
daquele que a provocou, desencadeando influências múltiplas que podem desviá-la até para
o sentido oposto ao intencionado. 
  A história humana está repleta de exemplos dessa natureza. O mais evidente no
final do século XX foi o projeto político de Gorbatchev, que pretendeu reformar o sistema
político da União Soviética, mas acabou provocando o começo de sua própria
desagregação e implosão. 
  Assim tem acontecido em todas as etapas da história. O inesperado aconteceu e
acontecerá, porque não temos futuro e não temos certeza nenhuma do futuro. As previsões
não foram concretizadas, não existe determinismo do progresso. Os espíritos, portanto, têm
que ser fortes e armados para enfrentarem essa incerteza e não se desencorajarem. 
  Essa incerteza é uma incitação à coragem. A aventura humana não é previsível, mas
o imprevisto não é totalmente desconhecido. Somente agora se admite que não se conhece
o destino da aventura humana. É necessário tomar consciência de que as futuras decisões
devem ser tomadas contando com o risco do erro e estabelecer estratégias que possam ser
corrigidas no processo da ação, a partir dos imprevistos e das informações que se tem.

A Condição Planetária.

  O sexto aspecto é a  condição planetária, sobretudo na era da globalização no
século XX – que começou, na verdade no século XVI com a colonização da América e a
interligação de toda a humanidade. Esse fenômeno que estamos vivendo hoje, em que tudo
está conectado, é um outro aspecto que o ensino ainda não tocou, assim como o planeta e
seus problemas, a aceleração histórica, a quantidade de informação que não conseguimos
processar e organizar.
  Este ponto é importante porque existe, neste momento, um destino comum para
todos os seres humanos. O crescimento da ameaça letal se expande em vez de diminuir: a
ameaça nuclear, a ameaça ecológica, a degradação da vida planetária. Ainda que haja uma
tomada de consciência de todos esses problemas, ela é tímida e não conduziu ainda a
nenhuma decisão efetiva. Por isso, faz-se urgente a construção de uma consciência
planetária.
  Conhecer o nosso planeta é difícil: os processos de todas as ordens – econômicos,
ideológicos e sociais – estão de tal maneira imbricados e são tão complexos, que   11
compreendê-los é um verdadeiro desafio para o conhecimento. Ortega y Gasset dizia: “não
sabemos o que acontece, isto é o que acontece”. 
  É necessária uma certa distância em relação ao imediato para podermos
compreendê-lo. E, atualmente, dada a aceleração e a complexidade do mundo, é quase
impossível. Mas, faz-se necessário ressaltar, é esta a dificuldade. É necessário ensinar que
não é suficiente reduzir a um só a complexidade dos problemas importantes do planeta,
como a demografia, ou a escassez de alimentos, ou a bomba atômica, ou a ecologia. Os
problemas estão todos amarrados uns aos outros. 
  Daqui para frente, existem, sobretudo, os perigos de vida e morte para a
humanidade, como a ameaça da arma nuclear, como a ameaça ecológica, como o
desencadeamento dos nacionalismos acentuados pelas religiões. É preciso mostrar que a
humanidade vive agora uma comunidade de destino comum.
 
A Antropo-ética.

  O último aspecto é o que vou chamar de  antropo-ético, porque os problemas da
moral e da ética diferem a depender da cultura e da natureza humana. Existe um aspecto
individual, outro social e outro genético, diria de espécie. Algo como uma trindade em que
as terminações são ligadas: a antropo-ética. Cabe ao ser humano desenvolver, ao mesmo
tempo, a ética e a autonomia pessoal (as nossas responsabilidades pessoais), além de
desenvolver a participação social (as responsabilidades sociais), ou seja, a nossa
participação no gênero humano, pois compartilhamos um destino comum.
  A antropo-ética tem um lado social que não tem sentido se não for na democracia,
porque a democracia permite uma relação indivíduo-sociedade e nela o cidadão deve se
sentir solidário e responsável. A democracia permite aos cidadãos exercerem suas
responsabilidades através do voto. Somente assim é possível fazer com que o poder
circule, de forma que aquele que foi uma vez controlado, terá a chance de controlar.
Porque a democracia é, por princípio, um exercício de controle.
  Não existe, evidentemente, democracia absoluta. Ela é sempre incompleta. Mas
sabemos que vivemos em uma época de regressão democrática, pois o poder tecnológico
agrava cada vez mais os problemas econômicos. Na verdade, o é importante orientar e   12
guiar essa tomada de consciência social que leva à cidadania, para que o indivíduo possa
exercer sua responsabilidade.
  Por outro lado, a ética do ser humano está se desenvolvendo através das associações
não-governamentais, como os Médicos Sem Fronteiras, o Greenpeace, a Aliança pelo
Mundo Solidário e tantas outras que trabalham acima de entidades religiosas, políticas ou
de Estados nacionais, assistindo aos países ou às nações que estão sendo ameaçadas ou em
graves conflitos. Devemos conscientizar a todos sobre essas causas tão importantes, pois
estamos falando do destino da humanidade.
  Seremos capazes de civilizar a terra e fazer com que ela se torne uma verdadeira
pátria? Estes são os sete saberes necessários ao ensino. E não digo isso para modificar
programas. Na minha opinião, não temos que destruir disciplinas, mas sim integrá-las,
reuni-las em uma ciência como, por exemplo, as ciências da terra (a sismologia, a
vulcanologia, a meteorologia), todas elas articuladas em uma concepção sistêmica da terra. 
  Penso que tudo deva estar integrado para permitir uma mudança de pensamento;
para que se transforme a concepção fragmentada e dividida do mundo, que impede a visão
total da realidade. Essa visão fragmentada faz com que os problemas permaneçam
invisíveis para muitos, principalmente para muitos governantes.
  E hoje que o planeta já está, ao mesmo tempo, unido e fragmentado, começa a se
desenvolver uma ética do gênero humano, para que possamos superar esse estado de caos e
começar, talvez, a civilizar a terra.

ART 35 da LDB 9394/96

Art. 35. O ensino médio, etapa final da educação básica, com duração mínima de três anos, terá como finalidades:
I - a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos;
II - a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores;
III - o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico;
IV - a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina.

A verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios segundo o ART. 24, CAPÍTULO 5, LETRAS A e E da LDB 9394/96

a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais;

e) obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo, para os casos de baixo rendimento escolar, a serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos;

 

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Texto - Bodas de prata - uma homenagem à minha irmã, Aury, pela passagem de uma data tão importante e rara nos relacionamentos atuais.

Autor - Ademildo

Twenty-five years,  stock on you
De repente encantei-me por seus lindos olhos azuis e vice e versa
Dois amantes fiéis, com tantos predicados, com uma filha tão linda foram abençoados
Vossa fé, o caminho. O amor, a razão. A família uma conquista sempre com muita oração.
Hoje seus amigos estão aqui para aplaudir, a família reunida de Clealdo e Aury. Não é ouro, não é bronze, bodas de prata a reluzir, parabéns por esta data, pois é tempo de sorrir, parabéns por esta data, Clealdo e Aury. Que a chama do amor jamais se apague nos seus corações e que a cada dia vocês possam reafirmar as promessas feitas há vinte e cinco atrás, onde desta união nasceu a maior de todas as conquistas de vocês, sua filha Kaline. Hoje ela é uma mulher, casada e amada, por este menino/homem chamado wellington, que com certeza vocês o tem como uma filho. Meus sinceros votos de saúde e sucesso. Continuem acreditando no poder da família!

Ademildo, Rosângela e João Pedro.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

MÚSICA – EXPORTANDO O NORDESTE/ 08/01/2012

AUTOR –  ADEMILDO

1ª PARTE
SAUDADE GRANDE LÁ DO SERTÃO
PÉ DE CAJU, FARTURA E PAPO BÃO
PEGANDO ÁGUA NO CACIMBÃO
SEM ESQUECER O VAQUEIRO E SEU GIBÃO
REFRÃO
BOI MASCARADO NA CONTRAMÃO
ERA COMUM NOS CAMINHOS DO  SERTÃO
BOLSÃO DA SECA E O FUNRURAL
NA MINHA TERRA O MATUTO É TÃO LEGAL
2ª PARTE
QUIXÓ, PREÁ, GAIOLA, “BIRDS”(PÁSSAROS)
DAQUELE TEMPO ME LEMBRO NUM INSTANTE
AURORA LINDA E O LUAR
E AS ENCHENTES DOS RIOS A CRUZAR
REFRÃO
BOI MASCARADO NA CONTRAMÃO
ERA COMUM NOS CAMINHOS DO  SERTÃO
BOLSÃO DA SECA E O FUNRURAL
NA MINHA TERRA O MATUTO É TÃO LEGAL
3ª PARTE
NA MINHA TERRA NÃO TEM “DA VINCI”
A “MONALISA” É “MARIA” NOTA  DEZ
NOSSO POETA É SANGUE BÃO
O PATATIVA DE ASSARÉ É UM BOM JARGÃO
REFRÃO
BOI MASCARADO NA CONTRAMÃO
ERA COMUM NOS CAMINHOS DO  SERTÃO
BOLSÃO DA SECA E O FUNRURAL
NA MINHA TERRA O MATUTO É TÃO LEGAL
4ª PARTE
NOS CASAMENTOS MUITA FARTURA
CARNE DE BODE, A FARINHA E A RAPADURA
FESTA MOVIDA A LAMPIÃO
HÁ MUITO XOTE, PÉ DE SERRA E GONZAGÃO
REFRÃO
BOI MASCARADO NA CONTRAMÃO
ERA COMUM NOS CAMINHOS DO  SERTÃO
BOLSÃO DA SECA E O FUNRURAL
NA MINHA TERRA O MATUTO É TÃO LEGAL
5ª PARTE
FESTA DE SANTO E SANFONEIRO
SÃO OS BRASÕES DO NORDESTE BRASILEIRO
DE NORTE A SUL, DE LESTE A OESTE
NOSSA CULTURA EXPORTANDO O NORDESTE
REFRÃO
BOI MASCARADO NA CONTRAMÃO
ERA COMUM NOS CAMINHOS DO  SERTÃO
BOLSÃO DA SECA E O FUNRURAL
NA MINHA TERRA O MATUTO É TÃO LEGAL

Espero que este xote, marca registrada do povo nordestino, nos faça relembrar que nem sempre os bancos das escolas e universidades nos forma integralmente. Muitos “MATUTOS,” como Luiz Gonzaga e Patativa nunca esqueceram suas raízes, e nem por isso deixaram de construir uma história linda e limpa.

Grifos Meus,

Professor Ademildo.  

Poema - Corpo e Alma - Uma singela homenagem à Drª. Cristina pelo apoio nas horas difíceis e de indecisão, que com carinho e ternura nos ajudou a realizar este sonho, o nascimento do nosso filho, JOÃO PEDRO LOURENÇO ARAÚJO. Que Deus ilumine sua vida e de sua família.


Nos hospitais de  hoje e de outrora
À luz da lua ou da aurora
Nos campos de batalha ou no anonimato
Agradecemos a Deus e aos médicos por este parto

Médicos diversos o mundo tem
As especialidades são como um “harém”
Jeitos diversos cada um tem
Mas médico que é médico só tem uns “cem”

Agora espero ser mais razão
Pois falar da senhora me traz muita emoção
Naquele dia(11/11/11), pela manhã, suas palavras foram tão sãs
Naquelas horas minha mulher sofria e a senhora palavras lindas sempre trazia

Não era ao vivo e nem on line
Mas estava lá de coração
Coração grande, de mãe e médica
Que aos pacientes seu ombro empresta

Seu jeito simples nos faz pensar
Será que estamos em outro lugar?
Pois neste solo, chamado Brasil
Nossa saúde e como um “fuzil”

Fuzil que mata muitos inocentes
Numa consulta ou numa operação
Aqui tem SUS que não garante a vida  dos SEUS
Mas a exceção é para quem crer em Deus

Doutora Cristina muito obrigado
Nunca desista do seu legado
Escolheste bem sua profissão
A senhora é médica por vocação

Se lhe dermos ouro a traça rói
Mas gratidão e oração ninguém destrói
Que os seus filhos e seu marido
Nunca esqueçam a grande médica e mulher

Que restaura o corpo e também a alma
Sem esperar nada de palmas
Pois a faculdade e a residência
Acentuaram sua paciência

Minha mulher é professora
Ela só ensina o que domina
É como a senhora, gentil e amiga
Muito obrigado, DOUTORA CRISTINA    
Canindé, 09/01/2012

domingo, 1 de janeiro de 2012

MÚSICA - "DEUS AMA AS FAMÍLIAS". ESTA MÚSICA FOI UMA HOMENAGEM QUE FIZ A TODA A MINHA FAMÍLIA, EM TODAS AS SUAS GERAÇÕES






AUTOR - ADEMILDO - (COMPOSTA NESTA DATA - 30/12/2011)

NA MANHÃ OU À NOITE
UMA MÃE SEMPRE É FORTE
MENINA, MOÇA,MULHER
E TAMBÉM AS SENHORAS

ELA É FORTE O BASTANTE
NÃO DISFARÇA O AMOR
NA TRISTEZA, ALEGRIA
DISFARÇANDO A DOR

REFRÃO

DEUS AMA AS FAMÍLIAS
ELE TRAZ DE DE NOVO A VIDA
HOJE A PAZ VENCEU AS BRIGAS
POIS DEUS AQUI CHEGOU
JESUS O SALVADOR
DE TODAS AS FAMÍLIAS

TANTAS MÃES NÃO ENTENDEM
NÃO SE ENTREGAM À EMOÇÃO
DE REPENTE DESPREZAM
AS CORDAS DO SEU CORAÇÃO

PARA UMA MÃE O SEU FILHO
É O INVERNO E O VERÃO
É UMA NOTA, UM ACORDE
COM A MAIOR PERFEIÇÃO


REFRÃO


DEUS AMA AS FAMÍLIAS
ELE TRAZ DE DE NOVO A VIDA
HOJE A PAZ VENCEU AS BRIGAS
POIS DEUS AQUI CHEGOU
JESUS O SALVADOR
DE TODAS AS FAMÍLIAS

NAS PASTAGENS MAIS LINDAS
NO AGRESTE OU SERTÃO
NA ESCRITA, NA RIMA
OU NUM SIMPLES BORRÃO

UMA HISTÓRIA É CONTADA
SEM RASURAS A MÃO
A FAMÍLIA REUNIDA
NUMA SÓ ORAÇÃO

REFRÃO


DEUS AMA AS FAMÍLIAS
ELE TRAZ DE DE NOVO A VIDA
HOJE A PAZ VENCEU AS BRIGAS
POIS DEUS AQUI CHEGOU
JESUS O SALVADOR
DE TODAS AS FAMÍLIAS

ESTAS FOTOS TRAZEM TRÊS GERÇÕES: MINHA AVÓ MARIETA, MINHA TIA SOCORRA(AMBAS MORAM NO ESTADO DO PARÁ), MINHA MÃE TEREZINHA, EU, ADEMILDO E MEU FILHO JOÃO PEDRO. ESTÁVAMOS NA COZINHA DA CASA DA MINHA MÃE.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

MEU ANIVERSÁRIO EM 2011 - HOMENAGEM DE ALGUNS AMIGOS DA ESCOLA "CORONEL" ADAUTO BEZERRA

PENSADORES DA EDUCAÇÃO – LEIA E MUDE SUA PRÁTICA!



             A participação do aluno na construção de seu saber é uma ação imprescindível no processo ensino-aprendizagem para esse momento histórico atual. Esse pressuposto gerado a partir de inúmeros estudos indicam que de fato cada indivíduo deve ser inserido no contexto do seu aprendizado, tornando-se sujeito de sua história e agente transformador de sua sociedade.
            O que podemos notar é que não se pode valer de apenas uma teoria vinculada a um pensador de renome, precisa-se unir teorias que possibilitem na ação conjunta o resgate dos valores humanos, juntamente com a progressão intelectual contínua. O que afirma SMOLE (2001:19), “ninguém pode se valer apenas de uma teoria”.
            Para que o sistema educacional consiga progressão em sua meta é necessário que todos os educadores possam estar conhecendo as diversas teorias educacionais condizentes ao período histórico atual, podendo dessa forma, se aperfeiçoarem continuadamente, oferecendo perspectivas inovadoras e instigantes aos seus alunos e a si mesmo. De acordo com TEREZA (2001:19), “conhecer os estudiosos da educação e o processo de aprendizagem dos alunos sempre ajuda o professor a refletir sobre sua prática e compreender as políticas públicas”.
             Na perspectiva de propiciar um melhorentendimento sobre a importância de se compreender o sistema educacional, nospróximos capítulos, resumir-se-á idéias de grandes autoresque influenciaram e ainda influenciam a Educação em todo o mundo.
            De acordo com Emilia Ferreiro, deve-se valorizar o conhecimento da língua que o aluno já tem antes de iniciar os estudos em sala de aula. Para a autora, o aluno não vem para a escola sem saber de nada, ele traz consigo um aprendizado importante que deve ser aprimorado e contextualizado para promover condições favoráveis as suas necessidades cotidianas. Segundo a tese de FERREIRO, a criança passa por quatro fases antes de completar o processo de alfabetização que por ela são chamadas de pré-silábica, silábica, silábico-alfabética e alfabética.
“Analisar que representações sobre a escrita o estudante tem é importante para o professor saber como agir”. (WEISZ, 2001:20).
            Para tanto, o processo de alfabetização foi programado em ciclos para que o aluno pudesse estar construindo o saber em constante contato com objetos de estudos, bem como estivesse sendo motivado em cada fase de sua alfabetização a aprender para a vida.
            Uma das sugestões de incentivo ao aprendizado foi à introdução de um multimeio ao ambiente escolar, disponibilizando aos alunos diversos materiais e rótulos que os instiguem a identificar a língua escrita.
            Emilia Ferreiro não definiu uma receita pronta para garantia do sucesso no processo de alfabetização, ela constatou em seus estudos, procedentes a outros autores, que a escola precisa estar estimulando sempre o aluno para que haja aprendizado significativo, portanto cabe a instituição educacional e a seus agentes promover metodologias que vislumbrem resultados satisfatórios.
            Um pensamento que detém importância no ensino-aprendizado tem sua origem nas pesquisas e tese de Célestin Freinet, ele difundiu a idéia de que a escola precisa estar trabalhando em conjunto, ou seja, num sistema cooperativista por ações conjuntas a um único propósito, formar cidadãos capazes de modificar, com ações concretas, o momento histórico da humanidade.
            Segundo FREINET, a realidade em que o aluno está inserido é de suma importância e deve ser discutida em contexto com os conteúdos curriculares, outro fator importante de acordo com o autor, é que deve-se oportunizar ao aluno  estar sempre construindo seu conhecimento a partir do processo de experimentação, cuidando para que ele nunca esteja sozinho nesse processo, a presença do professor como mediador, bem como a companhia dos colegas da turma é relevante para seu aprendizado, visto que a interação promove uma construção do saber mais prazerosa e consistente sem perder a rigorosidade necessária.
            De acordo com FREINET, o aluno inserido em um ambiente de aprendizado que se caracteriza pela sua teoria, estará com uma auto-estima sempre em alta, pois, ele estará envolvido nas fases do processo de construção, portanto, perceberá seu mérito nos resultados obtidos.
            A teoria de Paulo Freire remete-nos a reflexão acerca da metodologia educacional, que por bem, faz mais parte do passado que do presente educacional, digo daquela em que o professor era o dono do saber e o aluno um mero espectador com o único intuito, receber informações que não detinham.
            FREIRE denominou de bancária esse tipo de educação, pois, para ele se identifica com o modelo bancário, o professor é o depositante e o aluno o depositário do saber, restando para o segundo apenas render “juros”, sem possibilidades de críticas reflexivas. A educação, na visão de Paulo Freire precisa reestruturar-se para inserir o aluno num ambiente onde ele não esteja para puramente aprender, mas sim, para compartilhar conhecimentos num processo de mútua troca do saber. “Ninguém ensina nada a ninguém e as pessoas não aprendem sozinha” (FREIRE, in ROMÃO, 2001:23).
            O mais importante no processo ensino aprendizagem, segundo Paulo Freire, é conduzir o aluno a perceber e ler o mundo que o cerca. Para ele, só se conquista o saber se aprendermos a analisar o mundo em nossa volta de tal maneira que possamos estar promovendo, de modo crítico e produtivo, constantes interferências cotidianas.
            Para tanto, FREIRE sugere a utilização de temas geradores que fazem parte da realidade do aluno. A partir da escolha, deve-se instigar o aluno à análise e reflexão críticas do impacto, desse tema, na vida dele e de sua sociedade.
            A educação teve contribuição de um biólogo francês na sua prática pedagógica, Jean Piaget estudou  como se dá o processo de aprendizagem no sistema cognitivo do ser humano. Para tanto, ele acompanhou a evolução intelectual de crianças desde o nascimento e constatou que o conhecimento é adquirido por meio de constantes conflitos cognitivos.
            De acordo com os estudos de PIAGET, o ser humano passa por estágios de aprendizagem que são responsáveis pela condição de assimilação do conhecimento. Para o autor, o indivíduo só estará apto a aprender se seu cognitivo estiver preparado para tal, esse momento de aprendizagem, PIAGET chama de insight.
            PIAGET constatou com seus estudos, que a experiência é importante para que ocorra o momento da assimilação do conhecimento, segundo o biólogo, quando o aluno experimenta o saber, ele constrói um caminho mais breve ao entendimento do fenômeno estudado. Portanto, a interação do indivíduo com o meio físico e biológico, quanto maior e mais cedo, propicia o desenvolvimento do pensamento.
            O método de aprendizagem que Jean Piaget apresenta para o sistema educacional, consiste na interação contínua do indivíduo com o meio, através da mediação do professor, em uma relação de respeito e cooperação mútuos.
             Uma teoria que contribui muito para a metodologia educacional foi apresentada pelo psicólogo americano Howard Gardner. Ele descreveu que o ser humano é dotado de múltiplas inteligências e tem que ser valorizado por inteiro.
            Segundo GARDNER, não se deve cobrar do aluno somente o desenvolvimento da inteligência lógico-matemática e a lingüística, pois, o ser humano tem outras competências e, qualquer uma delas podem estar mais evidentes que as outras, oferecendo condições de progressão intelectual/produtiva. O psicólogo atribui ao ser humano, outras inteligências, além das citadas, como: a inteligência espacial, físico-cinestésica, interpessoal, intrapessoal, musical e a naturalista.
            Portanto, a partir da tese de GARDNER nota-se que é necessário a participação efetiva do aluno na resolução de problemas, principalmente aqueles que fazem parte do seu cotidiano e intrigam a humanidade. Para o autor, o aluno não deve ser submetido constantemente a execução de atividades descontextualizadas do seu mundo real.
            A tarefa do educador mediante tal proposta, é explorar através de instigações o envolvimento cognitivo do aluno no desenvolvimento e na busca constante de possíveis soluções para os diversos problemas multidisciplinares que os cercam e ameaçam negativamente a existência harmoniosa dos seres humanos.
            Um outro pensador influente no processo ensino-aprendizagem é Lev Vygotsky. Ele desenvolveu a idéia de que o indivíduo não nasce com características pré-determinadas para a inteligência e para o estado emocional, mas sim, evolui intelectualmente quando interagido constantemente a reflexões sobre questões internas e das influências do mundo social. VYGOTSKY, a partir de sua tese, contrariou o pensamento norteador da educação em sua época e acabou por determinar uma outra via, a sociointeracionista.
            Segundo VYGOTSKY, mesmo que o indivíduo nasça com predisposição para algo, ele dependerá do aprendizado ao longo de sua vida, adquirido durante as relações permeadas pelo seu grupo social. No entanto, para o estudioso, somente oferecer interações constantes dos alunos com materiais, informações e meio sociais, não garante aprendizagem significativa, deve-se contextualizá-los de forma a fazer sentido para as necessidades individuais e coletivas.
            Valendo-se das teorias de VYGOTSKY, o educador precisa trabalhar com as informações sempre as incidindo na zona de desenvolvimento proximal do aluno, ou seja, o educador tem que partir daquilo que a criança sabe fazer sozinha, promovendo  uma realização mais ampla com a ajuda de alguém mais experiente, que está inserida no seu universo social.